13 de novembro de 2011

Ouvi (ou li) algo um dia desses que falava do amor "se diluindo". Guardei essa imagem com um carinho enorme. Achei tão reconfortante a idéia de que, contrariando expectativas de uma ruptura brusca, o amor aos poucos vai se diluindo - no próprio tempo, na memória, nos afazeres diários, nas novas histórias e esperanças, nos versos, no filme bonito que a gente assiste ou na música triste que insiste em ouvir -, em um processo lento e constante, até que se torne (inevitavelmente) irreconhecível e já não nos pareça conveniente continuar a chamá-lo de amor.


(provocada pela inquietação dessa moça, tão cheia de sensibilidades)

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