1 de novembro de 2011

foi quando eu precisei da sua voz de homem, que pela primeira vez você se fez silêncio. no momento em que busquei nas suas mãos um apoio para a minha fragilidade, eu já estava só.

foi quando mais precisei da sua humanidade, que você voltou ao barro. e eu fiquei ali, assustada, velando a sua imobilidade na esperança de que um deus qualquer nos surpreendesse novamente com seu sopro mágico.

eu precisava muito que você arregaçasse as mangas dessa blusa pelo avesso e lutasse junto comigo contra a obviedade de um fim sem brilho. que saísse do lugar-comum e me puxasse pra dançar, não importa que fosse a primeira (ou última) vez. 

Um comentário:

  1. Como seres, somos impossiveis de responder bem. Pecamos quando somos recorridos, a gente quer, mas talvez não vai, não rola, não acontece. Isso é igual rio: As cachoeiras não ficam onde queremos. Tampouco um ser vai saber ajudar quando realmente é necessario. Um otimo ponto de vista tratado por ti.

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