22 de dezembro de 2011

foto: acervo pessoal


que os novos tempos sejam belos e úteis. que as pessoas saibam ser sinceras sem perder a doçura. que o futuro aconteça com urgência e serenidade. que as dores inúteis cedam lugar a esperanças propulsoras. que a alma se esvazie de qualquer rancor. que os dias sejam invadidos pela poesia despretensiosa de mãos que escrevem, afagam e constroem a um só tempo. que respeito, ética e simplicidade se confirmem valores essenciais. que realismo nunca mais seja confundido com pessimismo. que se saiba rir e chorar, sem banalizar um nem outro. que a dignidade ganhe corpo em nossos dias. que não nos falte criatividade para recriar sentidos sempre que a vida insistir em amanhecer de ponta cabeça. que não nos falte fôlego. que não falte desejo. que a política seja encarada como instrumento, e não jogo. que haja flores pelos caminhos. que amigos apareçam com ainda mais frequência, colorindo momentos inusitados. que se tenha sempre em mãos doses suficientes de sensibilidade para abrandar a rispidez do mundo. e que essa sensibilidade não nos paralise. nunca mais.



foto: acervo pessoal
feliz 2012 para nós. 

15 de dezembro de 2011

o que me protege de um ceticismo exagerado é acabar sempre percebendo que, no fim das contas, basta uma pessoa pra que eu não me sinta mais só.

13 de dezembro de 2011

adoro essa habilidade que a vida tem
de povoar o abandono e plantar beleza no caos.


(da minha janela a ausência tem essas cores)



repara o silêncio não, fazfavor. é que vezenquando as palavras inventam de voar alto, longe, alheias, a ver se fogem dos nossos medos inquisidores.

12 de dezembro de 2011

hoje percebo que meus momentos mais felizes são feitos de miudezas.

1 de dezembro de 2011

tenho especial carinho pelos dias sutilmente felizes.

(como amo essas interferências de bansky!)