26 de outubro de 2012

não é rara a sensação de que tudo que resta é essa meia dúzia de palavras desencontradas. vai desculpando, mas em tempos assim o apego é grande, mesmo.

22 de outubro de 2012

é preciso frear essa mania de acúmulo para enfim dar forma a tanta coisa entulhada no peito; uma espécie de vik muniz existencial, sabe?

16 de outubro de 2012

não percebi o momento em que ele deixou de ser "ele" e passou a ser "um daqueles". sempre chega o dia em que já se passou tempo suficiente. por mais que demore.

10 de outubro de 2012

Em meu conceito, pra ser gente de verdade é preciso, ao menos uma vez na vida, já ter se estrebuchado no chão, não importa o motivo. Gente que é gente, mesmo, leva tombo. Não tem jeito. Tem que ter um pedaço cortado, arrancado, queimado, dolorido ou ralado. Tem que já ter perdido alguém. Ou algo. Ou a si mesmo - de preferência mais de uma vez. Tem que já haver questionado, só por curiosidade, onde é mesmo que fica o tal fundo do poço - e até se existe outro fundo para além do tal fundo do poço -, sem jamais encontrar a resposta correta. Aliás, gente que é gente, mesmo, não põe lá muita fé nessa coisa de respostas certas e tem pavor de quando outra gente (bem menos gente) se aproxima demais carregada de pretensas verdades. É que gente que é muito gente sempre desconfia de fórmulas prontas e carrega a suspeita de que a vida não é tão simples assim. Nem precisa ser.

Acho que gente precisa, mesmo, ser meio surrada, sabe? Igual sapato velho. É esse tipo de gente que me conforta, que me deixa à vontade e me faz querer caminhar junto por longas distâncias. As melhores gentes da minha vida são assim, todas remendadinhas - e justo isso lhes dá um colorido tão lindo... 


6 de outubro de 2012

precisava deste resto de solidão para aprender sobre este resto de companhia.

valter hugo mãe

3 de outubro de 2012

às vezes tenho inveja, carlos.
é que quando eu nasci,
anjo torto nenhum 
mandou-me ser algo na vida!

2 de outubro de 2012

pragmatismo.
pragmatismo.
pragmatismo.

foram três as ocasiões em que ele, que raramente fala, repetiu isso pra mim. e eu fiquei com cara de boba,

sem saber por onde começar.
sem saber por onde começar.
sem saber por onde começar.