22 de setembro de 2014

e mesmo sendo tudo novo, por que é que insiste (chata) a sensação de que não mudou nada? já que parece ser tão outra essa pessoa que me habita, com novos sonhos, projetos, receios, desejos, companhias, endereço. com novas referências, menos reverência e tudo remexido, revirado, traduzido, revisado... já que é tão nova a história que venho tentando traçar na corda bamba do imponderável; se são tão outras as razões que me movem. paixões que me cegam. amanhãs que aparentemente me aguardam... dá pra me explicar, então, como é que em meio a tanta novidade eu consigo sentir que ainda não saí do lugar? ando quase convencida de que por mais atalhos que a gente imagine ter descoberto, só amar recicla os caminhos. 

21 de setembro de 2014

às vezes é ácida a poesia da vida.

19 de setembro de 2014

é louco
que depois de ti
não houveram outros
que os que haviam antes
se tornaram ocos
e hoje só exista
um sentimento pouco.

é oco
que depois de ti
não houveram poucos
que os que haviam antes
se tornaram loucos
e hoje só exista
um sentimento outro.

é pouco
que depois de ti
não houveram loucos
que os que haviam antes
se tornaram outros
e hoje só exista
um sentimento oco