12 de julho de 2012

sim, é verdade. esse excesso de possibilidades, tendência que sempre tive de escancarar o máximo de portas e deixá-las em aberto pelo maior tempo possível,  pode ter afinal comprometido muito a qualidade de cada uma das minhas experiências. percebi que ter um leque muito grande de opções dá um peso desmedido às decisões mais simples do meu dia e faz com que cada escolha, mesmo - e principalmente -  as mais pensadas e bem feitas, também carreguem essa carga irracional de frustrações pelo tanto de não-escolhas que significam. é exatamente nesse aspecto que liberdade demais muitas vezes me paralisa.

Um comentário:

  1. Olá Juliana. Que maneira diferente de dizer o óbvio! Isso é privilégio dos poetas. Ter liberdade para escolher é sempre um prazer, mas ela vem sempre acompanhado de uma série de responsabilidades. Será essa a angústia que assombra o homem? Um abraço!

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