13 de julho de 2012

eu não preciso de você. e é justo por sentir com tanta paz o quanto eu não preciso mais de você, que eu hoje te quero tanto; que te quero de um jeito tão livre. é exatamente por me sentir pronta para o caso de você não chegar nunca, que eu desejo com tamanha sinceridade que você me surpreenda e apareça um dia. que seja de mansinho ou supetão, engasgado de palavras ou silêncios, revestido de passado ou apontando novos rumos; que me traduza ou me questione, combine comigo, me complete ou nada disso. pois é justo quando volto a me sentir tão firme e resolvida sem você, que eu me percebo disposta a te encontrar mais uma vez.

e como hoje é sexta-feira, eu proponho um brinde: a cada um dos rostos em que um dia te reconheci e àquele que um dia ainda possa me chegar surpreendentemente carregado do sempre novo você de sempre.

Um comentário:

  1. Juliana,

    Às vezes, transformamos o nosso coração em uma sala de espera, mas a verdade nos liberta... E, quando isso acontece, reivindicamos que a história seja contada de outra forma. O nome disso é autoestima!

    Gosto muito de vir aqui. Bjs

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