19 de julho de 2012

nas palavras que nos chegam um pouco cedo, quando não estamos nada preparados; naquelas outras que demoram tanto a vir que já nos chegam carentes de sentido; nos tropeços que a gente dá entre o que quer dizer e o que é melhor subentender; na procura desajeitada por medidas adequadas de silêncio e revelação; na construção sutil de cumplicidade entre vidas que acabaram de se cruzar; na incerteza dos limites do espaço do outro; num lugar estranho que instiga e retrai, tudo ao mesmo tempo; é bem aí, nesse atabalhoamento inicial dos novos encontros, que eu normalmente me perco do outro. 

Um comentário:

  1. Kalid,
    É espantosa sua precisão em descrever sentimentos e sensações. De um riqueza de detalhes que acabo amarrando-os em mim, quando
    minhas experiências se comunicam com as suas.
    Um abraço.

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