29 de fevereiro de 2012

ele tinha uma espécie de tristeza que eu não alcançava e em relação à qual, por mais que tentasse, não conseguia oferecer refúgio algum. por muito tempo receei, quase desejosa, ser engolida para o centro daquele turbilhão de gravidades. é que toda aquela seriedade, na penúmbra de tempos tão incertos, até ganhava ares de grande importância.

incrível o quanto de mim mesma precisei desbravar para concluir que, sinceramente, nada daquilo é o que eu quero para mim. foi assim que percebi que em momentos turvos, distância é remédio bom para pôr pingos nos i´s. e só depois de dar essa volta enorme, revisitando os escombros de minhas principais frustrações e sucessos, me sinto absolutamente pronta para, finalmente, virar essa página em minha vida.

esse não-querer novo tem me deixado um tanto mais leve; há meses, isso era tudo o que eu queria. hoje, não passa de uma importante conquista entre muitos outros anseios.

Um comentário:

  1. Juliana, é curioso, seus textos, embora motivados por uma gama de razões cuja intensidade é conhecida apenas por você,
    se comunioam com partes da minha vida que,
    por alguma conexão que desconheço,vibram
    em minhas também intensidades.Boa-noite.

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