15 de maio de 2013

ontem eu vi um filme lindo e triste que me fez sentir tão extensão de você... me deparei com coisas que já nem lembrava haver sentido, naquele tempo distante em que o mundo ainda era gigante e eu bem pequenininha. pensei na quantidade de vezes em que furtei teus baús de memórias para incorporá-las à minha própria história, costurando minha vida a partir dos pedacinhos que conseguia entender daquele teu ser desencantado e frágil. lembrei das infinitas noites em que fingi que dormia, só pra você se sentir à vontade e chorar o tanto que precisasse. rememorei meu medo de que sua dor não passasse nunca, minha impotência infantil fazendo companhia inútil a um desespero só seu, mas que também me sufocava aos poucos. pensei no tanto de mim que vem de ti, no tanto teu que veio dela e em como a tecitura da mais singular história de gente é feita, sempre, dessa sobreposição de vivências e tempos, que mesmo quando não se cruzam arranjam um jeito de se tocar.    






um dia eu li, e era seu convite de casamento, que "as histórias não começam, elas simplesmente continuam". nunca pareceu tão verdade.

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