12 de abril de 2015

e então eu falei do cansaço. do quanto, por mais que me mantenha em movimento, eu continuo me sentindo afundar aos pouquinhos. falei do chão que insiste em ceder, do ar cada vez mais escasso e dessa urgência louca que eu às vezes sinto de me resgatar dentro de mim. contei também do meu receio de no fim das contas não saber dar conta. de como a vida me intimida, me fascina e amedronta. da dificuldade que eu tenho para achar respostas e desse medo enorme de que mais à frente, após tanto caminhar, não haja mais pra onde voltar.

ele não me disse nada. 

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