23 de março de 2014

sabe aquela história de que o tempo cura as feridas? sei não. acho que acontece é da gente ir pouco a pouco confundindo os porquês, destecendo as memórias, trocando as emoções de prateleira, transformando coisas grandes em pedaços desconexos de sensações, tirando as dores de contexto, rearranjando os nós, ressignificando papéis, até que um dia tá tudo tão misturado e as marcas tornam-se tão parte do que a gente se tornou, que as causas primeiras esgotam-se em importância. 

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