18 de março de 2014

que fazer quando a gente não consegue se reconhecer? quando os grandes amores são esquecidos, as maiores feridas já não machucam e os sonhos de sempre perdem o sentido? e quando os prazeres chegam em cores novas e a gente nem sabe que nome dar às dores que sente? quando o abraço de quem mais nos conhecia deixa de ser confortável e o silêncio incomoda? quando a cumplicidade desaparece e dá lugar a uma polidez educada, que constrange e machuca? e quando a gente não reconhece o que sente por ser mesmo tudo novo, confuso e embaçado? e quando o quarto está vazio, branco, oco, cheio de prateleiras vazias à espera do punhado que sobrou de sensações encaixotadas? fazer o quê?

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