3 de julho de 2013

não precisa ser grave. não precisa ser grande. não precisa ser muito. não precisa nem ser. juro. pode ser que ali na esquina esse quase-nada se desfaça, se retraia ou se distraia e seja como se nunca nem houvesse sido. pode ser que o quase nada logo ali adiante torne-se um nada inteiro. nadinha. e que da noite pro dia a gente já nem se lembre de coisa alguma. mas pode ser que não. pode ser que depois da esquina ainda reste algo. duas solidões que se façam companhia, coisa pouca que seja. mas que seja. e que isso baste pra que a gente nunca esqueça.

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