28 de março de 2015

e mais uma vez parece bem mais simples que não dê em nada, mesmo. que nossas poucas parcas expectativas sequer cheguem a tomar forma; e que não alimentem coisa alguma aqui no peito. dá quase gosto ver que o novo, ao fim do dia, não desponta como possibilidade. assistir o outro a tropeçar no meio do caminho e me sentir também cambaleando em direção a ele. perceber que pela torta lógica desses passos tronchos, jamais chegaremos a lugar algum. como se o acordo, desde o início, fosse mesmo não passarmos de indício. é quase alívio perceber que jamais seremos capazes de tocar a humanidade do outro. de trocar com a humanidade do outro. e em meio a essa falta de tato que isola e protege, vamos aprendendo a implodir nossas pontes. como se a distância fosse sempre necessária; e irreversível. como se o contato entre duas almas fosse sempre um perigo iminente; e amar, uma sentença de morte.   

Um comentário:

  1. Você tem por natureza escrever breve, mas quando proseia escreve muito bem também.

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