dei de sonhar com meu primeiro amor. aquele, que arrisco dizer nem ter sido o maior (se para amar houver medida), sequer o mais doloroso. tampouco o mais presente, em tempo ou distância. no último sonho, faz um par de dias, passeávamos de barco com toda a minha família. já não éramos casal, nem queríamos. e eu precisava ir embora, planos prontos para outra viagem, em novas companhias. por algum motivo, porém, eu fazia as malas devagar demais. arrastava o quanto possível a despedida, como a desejar (não sem pudor) que ele dissesse: "fica". eu iria, ainda assim. no fundo, sabia. ele também. mas por algum motivo eu precisava muito ouvir do meu primeiro grande amor que, por mais que a vida nos lançasse a distintos mares, alguma ínfima parte da poesia do que fomos não naufragaria.
fui embora sem que ele dissesse nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário