7 de fevereiro de 2017

é assim mesmo: em nós, as partes mais difíceis de emergir nascem de drásticas desconstruções. surgem de ruínas, cataclismos, erupções, quando a gente derruba mitos e dá uma volta completa ao redor das convicções, tendo a chance de espreitar a imensa fragilidade de nossas certezas. é quando as vivências embaralham nosso campo de visão e descortinam novos ângulos, inaugurando olhares. daí nascem outros de nós, sobrepostos a nós mesmos, em camadas que se articulam, dialogam, atritam, destroçam e recompõem nossa experiência de estar-no-mundo. essa sensação de impermanência é uma das minhas maiores constantes (e talvez a mais querida angústia).