tem circunstâncias que parecem querer ditar como devemos nos sentir. que desejos, movimentos, medos e angústias se encaixam em certos contextos da vida da gente. parei de escrever por um tempo, como a querer apagar as vozes que me surgiam insistindo em dizer do que convenções taxavam por descabido. como a emudecer quem sou, travestida das fantasias que a vida parecia exigir. medo de deixar que as palavras costurassem o sentido de coisas que ainda não ousava sentir em voz alta. esperançosa de que não dizer me livrasse da aflição das contradições que me compõem. sorte do dia: isso calhou de dar bem errado.