agora entendo que qualquer distância é vã quando a gente carrega um pouco do outro dentro de nós.
rabiscado anos atrás, ao tentar dar nome a essa grande dor - que apesar de outra, renasce sempre a mesma.
27 de novembro de 2011
Não pensem que a vida tem sentido: a vida não tem sentido. Mas o fato da vida não ter sentido não quer dizer que não possamos inventar milhões de sentidos para ela. (...) Precisamos desconstruir para ser mais livres.
Existe um certo discurso sobre a pós-modernidade que ecoa com estrondo em meus vazios, provocando essa ânsia por (finalmente) ser capaz de categorizar algumas de minhas angústias.
24 de novembro de 2011
22 de novembro de 2011
21 de novembro de 2011
20 de novembro de 2011
19 de novembro de 2011
18 de novembro de 2011
17 de novembro de 2011
16 de novembro de 2011
15 de novembro de 2011
falo de uma espécie bem específica de curiosidade - aquela que te move a entrar cada vez mais fundo no poço, fuçar tudo aquilo que não entende e derrubar os alicerces que te mantinham numa zona de conforto constante. afinal de contas: pra quê? como assim "pra entender, simplesmente"? então tudo não passa de vaidade?
14 de novembro de 2011
13 de novembro de 2011
comecei a experimentar o amor me encantando com o riso. era meio bobo. tempos depois, caí de sentimentos pelo trágico. foi meio triste. a partir de agora, busco uma composição tragicômica que consiga dialogar com meu lirismo.
demorei muito tempo para me dar conta de que humor é fundamental para suportar o lado trágico da compreensão. ando finalmente tentando redescobrir os contornos do meu "frágil equilíbrio".
demorei muito tempo para me dar conta de que humor é fundamental para suportar o lado trágico da compreensão. ando finalmente tentando redescobrir os contornos do meu "frágil equilíbrio".
Ouvi (ou li) algo um dia desses que falava do amor "se diluindo". Guardei essa imagem com um carinho enorme. Achei tão reconfortante a idéia de que, contrariando expectativas de uma ruptura brusca, o amor aos poucos vai se diluindo - no próprio tempo, na memória, nos afazeres diários, nas novas histórias e esperanças, nos versos, no filme bonito que a gente assiste ou na música triste que insiste em ouvir -, em um processo lento e constante, até que se torne (inevitavelmente) irreconhecível e já não nos pareça conveniente continuar a chamá-lo de amor.
(provocada pela inquietação dessa moça, tão cheia de sensibilidades)
(provocada pela inquietação dessa moça, tão cheia de sensibilidades)
12 de novembro de 2011
8 de novembro de 2011
Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.
Estou te querendo muito bem neste minuto. Tinha vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas. Fique feliz, fique bem feliz, fique bem claro, queira ser feliz. Você é muito lindo e eu tento te enviar a minha melhor vibração de axé. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim.
* caio fernando abreu
7 de novembro de 2011
6 de novembro de 2011
3 de novembro de 2011
dia desses, não sei bem porque, lembrei do moço bonito de copacabana. aquele, que sequer chegou a capítulo - prefácio, talvez? - de história. é que não bastasse o sambinha a dois, os fogos à meia-noite e a prosa gostosa, tinha até uma floricultura enfeitando o enredo...
é, ando meio nostálgica de me sentir feliz sem muita gravidade.
era mais ou menos assim, olha:
é, ando meio nostálgica de me sentir feliz sem muita gravidade.
era mais ou menos assim, olha:
tem dias - em especial quando chove - em que desejo muito que as minhas dificuldades pudessem desaparecer por decreto. assim, bem "a la leminski" mesmo.
1 de novembro de 2011
foi quando eu precisei da sua voz de homem, que pela primeira vez você se fez silêncio. no momento em que busquei nas suas mãos um apoio para a minha fragilidade, eu já estava só.
foi quando mais precisei da sua humanidade, que você voltou ao barro. e eu fiquei ali, assustada, velando a sua imobilidade na esperança de que um deus qualquer nos surpreendesse novamente com seu sopro mágico.
eu precisava muito que você arregaçasse as mangas dessa blusa pelo avesso e lutasse junto comigo contra a obviedade de um fim sem brilho. que saísse do lugar-comum e me puxasse pra dançar, não importa que fosse a primeira (ou última) vez.
foi quando mais precisei da sua humanidade, que você voltou ao barro. e eu fiquei ali, assustada, velando a sua imobilidade na esperança de que um deus qualquer nos surpreendesse novamente com seu sopro mágico.
eu precisava muito que você arregaçasse as mangas dessa blusa pelo avesso e lutasse junto comigo contra a obviedade de um fim sem brilho. que saísse do lugar-comum e me puxasse pra dançar, não importa que fosse a primeira (ou última) vez.
comecei uma faxina por aqui, daquelas em que a gente se propõe a retirar cada coisa do seu lugar, avaliar a utilidade, varrer a poeira pra longe e inventar um jeito prático de arrumar o que restou.
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