29 de julho de 2016

tem muita vida batendo à minha porta. e eu, mãos na maçaneta, constrangida em não ter posto a casa em ordem pra a visita entrar.

14 de julho de 2016

conhecer(se) é um tecer(se) sem fim: mudo a fundo quem sou quando alcanço outro tanto de mim.

3 de julho de 2016

há um mundo inteiro dentro de nós que escapa às palavras. uma porção de sentidos que a gente não alcança por não saber (ou querer) nomear. é preciso, afinal, comunicar as coisas para torná-las inteligíveis; dar forma ao querer para entender que ele existe. quando quero evitar que as coisas ganhem muita importância, eu calo. no fundo, devo ter muitos desejos camuflados por esse silêncio; você talvez tenha sido um deles - não mais.