logo depois que a gente dói um tanto, o coração quer calma. e é bom. mas aí chega um tempo em que alegrias miúdas arranjam um jeito de povoar nossos vazios e começam a semear felicidadezinhas um pouco maiores, pichando palavras doces em nossos recantos mais esquecidos. aí é melhor ainda.
29 de julho de 2013
25 de julho de 2013
24 de julho de 2013
cheia de novos prazos, novas metas, novos medos, lembrando do dia em que a vida me rasgou pelo peito e arrancou pelas unhas a última dose que restava de serenidade. pois que ontem eu me flagrei espalhando conselhos que nem sei se acredito. revivi a velha vontade de embalar em meu colo as angústias de um (novo) outro querido, repetindo aquele desejo louco de tecer soluções que talvez não existam para problemas que eu talvez não entenda. e tudo isso, agora, me lembra tanto tudo aquilo de outrora, que quase sinto aqui no peito o velho rombo se esgarçando um pouco mais.
dias assim me fazem suspeitar que algumas dores nunca param de acontecer dentro da gente...
22 de julho de 2013
17 de julho de 2013
15 de julho de 2013
3 de julho de 2013
não precisa ser grave. não precisa ser grande. não precisa ser muito. não precisa nem ser. juro. pode ser que ali na esquina esse quase-nada se desfaça, se retraia ou se distraia e seja como se nunca nem houvesse sido. pode ser que o quase nada logo ali adiante torne-se um nada inteiro. nadinha. e que da noite pro dia a gente já nem se lembre de coisa alguma. mas pode ser que não. pode ser que depois da esquina ainda reste algo. duas solidões que se façam companhia, coisa pouca que seja. mas que seja. e que isso baste pra que a gente nunca esqueça.
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