reconheceram-se em desatino, desentendidos se aquilo que partilhavam era o normal em meio à loucura, ou a dose precisa de loucura em meio a tanta normalidade. com peito aberto e riso solto, bateu vontade de fazer parte do outro. sem prefácios. e aquilo que se construiu a partir de então foi um bem querer meio-são-meio-não, cumpridor das mais belas pequenas alegrias.
28 de abril de 2013
26 de abril de 2013
19 de abril de 2013
Quinta-feira, 1o de setembro de 2005.
Negona, um beijão. Acabei de conhecer sua mensagem, produzida numa madrugada particularmente cheia de dúvidas, incertezas e questionamentos. As madrugadas seguramente foram projetadas para somatizar nossos anseios, perspectivas, medos, esperanças. A vida gradativamente vai nos temperando e através de uma madrugada insone vai nos preparando para muitas outras madrugdas que certamente nos permitirão melhor balizar nossa caminhada. E elas, tenha certeza, serão mais frequentes do que desejaríamos.
Lembre-se de que tudo começa com o primeiro passo. E você ja deu muitos passos, graças a Deus. A prudência, o medo, a vontade de seguir em frente, a auto-confiança, tudo mesclado devidamente, se constitui na receita do equilíbrio desejado. Seria de se estranhar que sua experiência de um ano longe de casa - bastante longe, por sinal -, sem nenhuma companhia para as horas de menos coragem, pudesse ocorrer sem eventuais acidentes de percurso. Como as coisas, maioria das vezes, acontecem no seu devido tempo, eu (data vênia) recomendaria:
1- Que você conclua e realize com sucesso tão somente as metas/tarefas fins programadas para a viagem.
2- Não procure levantar todos os questionamentos e dúvidas sobre o seu futuro profissional, num momento seguramente inadequado. Seria como comprar briga com um monte de gente simultaneamente, fora de tempo e lugar.
3- Programe uma atividade turística, orce as despesas, viabilize seu tempo.
4- Lembre-se que ao fim do seu tempo londrino estará encerrada tão somente esta etapa. Outras seguramente rolarão mais para a frente. As amizades a gente realiza, estabelece, sequencia ou deixa de "stand by" com vistas no futuro. Tudo sem traumas nem grilos.
5- Se por aí o tempo está feio (e deverá ficar horrível), aproveite para curtir o frio e a neve. Lembre-se que alguns viajam e gastam muito, só para curtir isso. No mínimo, servirá de consolo.
6- E mais: quando do seu retorno o sol estará aceso, Lucas estará andando, estaremos morrendo de saudades e seguramente as pendências profissionais estarão melhor definidas em sua cabeça. As flores não fotografadas nesta estação estarão disponíveis na próxima. Outras.
Saudade. Seu Pai*.
Saudade. Seu Pai*.
* meu pai é lindo.
11 de abril de 2013
8 de abril de 2013
6 de abril de 2013
de uns tantos
e tortos quereres
gente que te quero bicho
pompa que te quero lixo
água que te quero visgo
selva que te quero abrigo
unha que te quero garra
guerra que te quero farra
riso que te quero marra
grito que te quero arma
pele que te quero pluma
beira que te quero funda
seta que te quero torta
ida que te quero volta
fala que te quero escuta
santa que te quero puta
força que te quero bruta
reta que te quero curva
grito que te quero mudo
espada que te quero escudo
claro que te quero turvo
nada que te quero tudo.
e tortos quereres
gente que te quero bicho
pompa que te quero lixo
água que te quero visgo
selva que te quero abrigo
unha que te quero garra
guerra que te quero farra
riso que te quero marra
grito que te quero arma
pele que te quero pluma
beira que te quero funda
seta que te quero torta
ida que te quero volta
fala que te quero escuta
santa que te quero puta
força que te quero bruta
reta que te quero curva
grito que te quero mudo
espada que te quero escudo
claro que te quero turvo
nada que te quero tudo.
2 de abril de 2013
ontem, ao me faltar o sono, aproveitei pra pôr o papo em dia contigo. me aprumei na cama, sentadinha, toda enfeitada de escuridão, a calcular o tempo que fazia desde a última vez em que nos encontramos, mesmo assim em pensamento. pra mais de ano. dialogamos um cacho de velharias já sem sentido e elas insistiram em doer mais uma vez. e como nunca se sabe quando será a última, mandei o orgulho pras cucuias e chorei todas as sombras de uma saudade que nem ouso mais sentir.
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