não é rara a sensação de que tudo que resta é essa meia dúzia de palavras desencontradas. vai desculpando, mas em tempos assim o apego é grande, mesmo.
26 de outubro de 2012
22 de outubro de 2012
16 de outubro de 2012
10 de outubro de 2012
Em meu conceito, pra ser gente de verdade é preciso, ao menos uma vez na vida, já ter se estrebuchado no chão, não importa o motivo. Gente que é gente, mesmo, leva tombo. Não tem jeito. Tem que ter um pedaço cortado, arrancado, queimado, dolorido ou ralado. Tem que já ter perdido alguém. Ou algo. Ou a si mesmo - de preferência mais de uma vez. Tem que já haver questionado, só por curiosidade, onde é mesmo que fica o tal fundo do poço - e até se existe outro fundo para além do tal fundo do poço -, sem jamais encontrar a resposta correta. Aliás, gente que é gente, mesmo, não põe lá muita fé nessa coisa de respostas certas e tem pavor de quando outra gente (bem menos gente) se aproxima demais carregada de pretensas verdades. É que gente que é muito gente sempre desconfia de fórmulas prontas e carrega a suspeita de que a vida não é tão simples assim. Nem precisa ser.
Acho que gente precisa, mesmo, ser meio surrada, sabe? Igual sapato velho. É esse tipo de gente que me conforta, que me deixa à vontade e me faz querer caminhar junto por longas distâncias. As melhores gentes da minha vida são assim, todas remendadinhas - e justo isso lhes dá um colorido tão lindo...
6 de outubro de 2012
3 de outubro de 2012
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