e mesmo sendo tudo novo, por que é que insiste (chata) a sensação de que não mudou nada? já que parece ser tão outra essa pessoa que me habita, com novos sonhos, projetos, receios, desejos, companhias, endereço. com novas referências, menos reverência e tudo remexido, revirado, traduzido, revisado... já que é tão nova a história que venho tentando traçar na corda bamba do imponderável; se são tão outras as razões que me movem. paixões que me cegam. amanhãs que aparentemente me aguardam... dá pra me explicar, então, como é que em meio a tanta novidade eu consigo sentir que ainda não saí do lugar? ando quase convencida de que por mais atalhos que a gente imagine ter descoberto, só amar recicla os caminhos.
22 de setembro de 2014
21 de setembro de 2014
19 de setembro de 2014
é louco
que depois de ti
não houveram outros
que os que haviam antes
se tornaram ocos
e hoje só exista
um sentimento pouco.
é oco
que depois de ti
não houveram poucos
que os que haviam antes
se tornaram loucos
e hoje só exista
um sentimento outro.
é pouco
que depois de ti
não houveram loucos
que os que haviam antes
se tornaram outros
e hoje só exista
um sentimento oco
que depois de ti
não houveram outros
que os que haviam antes
se tornaram ocos
e hoje só exista
um sentimento pouco.
é oco
que depois de ti
não houveram poucos
que os que haviam antes
se tornaram loucos
e hoje só exista
um sentimento outro.
é pouco
que depois de ti
não houveram loucos
que os que haviam antes
se tornaram outros
e hoje só exista
um sentimento oco
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