1 de novembro de 2013
24 de setembro de 2013
23 de setembro de 2013
20 de setembro de 2013
Os "olhos" com que "revejo"
já não são os "olhos" com que "vi".
Ninguém fala do que passou
a não ser na e da perspectiva
do que está passando.
Paulo Freire | Cartas a Cristina
e já faz tanto tempo desde que nos despedimos da última vez... tempo bastante pra desaprender o que se deve dizer quando estamos um de frente pro outro, ou o que fazer pra não te assustar com meu excesso fake de liberdade. tempo suficiente pra esquecer como é mesmo que faz pra não acabar guardando você tão fundo em meu bolso a ponto de te sufocar.
e eu, que sei ser sozinha sem grandes dramas, me pego sempre à espreita, procurando seu olhar no meio das multidões mais improváveis. e por mais que o normal seja mesmo não te encontrar nunca, sempre acabo voltando pra casa meio murcha, incompleta, sentindo um troço esquisito no peito que não chega a ser dor, mas incomoda que só...
* releituras.
29 de julho de 2013
25 de julho de 2013
24 de julho de 2013
cheia de novos prazos, novas metas, novos medos, lembrando do dia em que a vida me rasgou pelo peito e arrancou pelas unhas a última dose que restava de serenidade. pois que ontem eu me flagrei espalhando conselhos que nem sei se acredito. revivi a velha vontade de embalar em meu colo as angústias de um (novo) outro querido, repetindo aquele desejo louco de tecer soluções que talvez não existam para problemas que eu talvez não entenda. e tudo isso, agora, me lembra tanto tudo aquilo de outrora, que quase sinto aqui no peito o velho rombo se esgarçando um pouco mais.
dias assim me fazem suspeitar que algumas dores nunca param de acontecer dentro da gente...
22 de julho de 2013
17 de julho de 2013
15 de julho de 2013
3 de julho de 2013
não precisa ser grave. não precisa ser grande. não precisa ser muito. não precisa nem ser. juro. pode ser que ali na esquina esse quase-nada se desfaça, se retraia ou se distraia e seja como se nunca nem houvesse sido. pode ser que o quase nada logo ali adiante torne-se um nada inteiro. nadinha. e que da noite pro dia a gente já nem se lembre de coisa alguma. mas pode ser que não. pode ser que depois da esquina ainda reste algo. duas solidões que se façam companhia, coisa pouca que seja. mas que seja. e que isso baste pra que a gente nunca esqueça.
28 de junho de 2013
19 de junho de 2013
#vemprarua
Galeano | Delirar em voz alta
* Imagens da (linda) manifestação do dia 17 de junho em Salvador | Bahia.
12 de junho de 2013
23 de maio de 2013
21 de maio de 2013
essa dança, essa trança, esse nó, essa lança; essa loucura mansa, fissura, mistura, fartura de apelos, suspiros, promessas, vontades, segredos, surdinas, desejos. essa frágil intimidade de corpos que se querem juntos mas se retorcem em medo do amanhã e seus enredos de destino incalculável. esse bolo, esse rolo, estranho alvoroço de tantos quereres, com colos, vontades, sonhos, dizeres. planos e mãos e pés e corpos e almas e tudo aquilo que de repente, num minuto qualquer desse tempo presente, se mistura num emaranhado bom de vida a dois (em um). e o que era dessas duas "gentes", individualmente, passa a ser um só a gente. felizmente.
20 de maio de 2013
15 de maio de 2013
ontem eu vi um filme lindo e triste que me fez sentir tão extensão de você... me deparei com coisas que já nem lembrava haver sentido, naquele tempo distante em que o mundo ainda era gigante e eu bem pequenininha. pensei na quantidade de vezes em que furtei teus baús de memórias para incorporá-las à minha própria história, costurando minha vida a partir dos pedacinhos que conseguia entender daquele teu ser desencantado e frágil. lembrei das infinitas noites em que fingi que dormia, só pra você se sentir à vontade e chorar o tanto que precisasse. rememorei meu medo de que sua dor não passasse nunca, minha impotência infantil fazendo companhia inútil a um desespero só seu, mas que também me sufocava aos poucos. pensei no tanto de mim que vem de ti, no tanto teu que veio dela e em como a tecitura da mais singular história de gente é feita, sempre, dessa sobreposição de vivências e tempos, que mesmo quando não se cruzam arranjam um jeito de se tocar.
um dia eu li, e era seu convite de casamento, que "as histórias não começam, elas simplesmente continuam". nunca pareceu tão verdade.
13 de maio de 2013
8 de maio de 2013
7 de maio de 2013
que ando querendo da vida é só mais vida, mesmo. mas quero coisa inteira, doida, afoita, que se desenrola daqui pra fora, esganiça, explode e desatina o juízo da gente de tanto acontecer. quero a vida cheia de lida, daquela que idealiza e realiza sem resfolegar. ando assim mei brotando, mei torta, mei palavra às pressas que não se completa, com o juízo chamuscado de ideias pra socar pra fora me roçando bem aqui na nuca da alma.
5 de maio de 2013
4 de maio de 2013
3 de maio de 2013
28 de abril de 2013
reconheceram-se em desatino, desentendidos se aquilo que partilhavam era o normal em meio à loucura, ou a dose precisa de loucura em meio a tanta normalidade. com peito aberto e riso solto, bateu vontade de fazer parte do outro. sem prefácios. e aquilo que se construiu a partir de então foi um bem querer meio-são-meio-não, cumpridor das mais belas pequenas alegrias.
26 de abril de 2013
19 de abril de 2013
Quinta-feira, 1o de setembro de 2005.
Negona, um beijão. Acabei de conhecer sua mensagem, produzida numa madrugada particularmente cheia de dúvidas, incertezas e questionamentos. As madrugadas seguramente foram projetadas para somatizar nossos anseios, perspectivas, medos, esperanças. A vida gradativamente vai nos temperando e através de uma madrugada insone vai nos preparando para muitas outras madrugdas que certamente nos permitirão melhor balizar nossa caminhada. E elas, tenha certeza, serão mais frequentes do que desejaríamos.
Lembre-se de que tudo começa com o primeiro passo. E você ja deu muitos passos, graças a Deus. A prudência, o medo, a vontade de seguir em frente, a auto-confiança, tudo mesclado devidamente, se constitui na receita do equilíbrio desejado. Seria de se estranhar que sua experiência de um ano longe de casa - bastante longe, por sinal -, sem nenhuma companhia para as horas de menos coragem, pudesse ocorrer sem eventuais acidentes de percurso. Como as coisas, maioria das vezes, acontecem no seu devido tempo, eu (data vênia) recomendaria:
1- Que você conclua e realize com sucesso tão somente as metas/tarefas fins programadas para a viagem.
2- Não procure levantar todos os questionamentos e dúvidas sobre o seu futuro profissional, num momento seguramente inadequado. Seria como comprar briga com um monte de gente simultaneamente, fora de tempo e lugar.
3- Programe uma atividade turística, orce as despesas, viabilize seu tempo.
4- Lembre-se que ao fim do seu tempo londrino estará encerrada tão somente esta etapa. Outras seguramente rolarão mais para a frente. As amizades a gente realiza, estabelece, sequencia ou deixa de "stand by" com vistas no futuro. Tudo sem traumas nem grilos.
5- Se por aí o tempo está feio (e deverá ficar horrível), aproveite para curtir o frio e a neve. Lembre-se que alguns viajam e gastam muito, só para curtir isso. No mínimo, servirá de consolo.
6- E mais: quando do seu retorno o sol estará aceso, Lucas estará andando, estaremos morrendo de saudades e seguramente as pendências profissionais estarão melhor definidas em sua cabeça. As flores não fotografadas nesta estação estarão disponíveis na próxima. Outras.
Saudade. Seu Pai*.
Saudade. Seu Pai*.
* meu pai é lindo.
11 de abril de 2013
8 de abril de 2013
6 de abril de 2013
de uns tantos
e tortos quereres
gente que te quero bicho
pompa que te quero lixo
água que te quero visgo
selva que te quero abrigo
unha que te quero garra
guerra que te quero farra
riso que te quero marra
grito que te quero arma
pele que te quero pluma
beira que te quero funda
seta que te quero torta
ida que te quero volta
fala que te quero escuta
santa que te quero puta
força que te quero bruta
reta que te quero curva
grito que te quero mudo
espada que te quero escudo
claro que te quero turvo
nada que te quero tudo.
e tortos quereres
gente que te quero bicho
pompa que te quero lixo
água que te quero visgo
selva que te quero abrigo
unha que te quero garra
guerra que te quero farra
riso que te quero marra
grito que te quero arma
pele que te quero pluma
beira que te quero funda
seta que te quero torta
ida que te quero volta
fala que te quero escuta
santa que te quero puta
força que te quero bruta
reta que te quero curva
grito que te quero mudo
espada que te quero escudo
claro que te quero turvo
nada que te quero tudo.
2 de abril de 2013
ontem, ao me faltar o sono, aproveitei pra pôr o papo em dia contigo. me aprumei na cama, sentadinha, toda enfeitada de escuridão, a calcular o tempo que fazia desde a última vez em que nos encontramos, mesmo assim em pensamento. pra mais de ano. dialogamos um cacho de velharias já sem sentido e elas insistiram em doer mais uma vez. e como nunca se sabe quando será a última, mandei o orgulho pras cucuias e chorei todas as sombras de uma saudade que nem ouso mais sentir.
24 de março de 2013
20 de março de 2013
12 de março de 2013
5 de março de 2013
4 de fevereiro de 2013
24 de janeiro de 2013
20 de janeiro de 2013
19 de janeiro de 2013
14 de janeiro de 2013
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