18 de julho de 2015

ocupando os dias com aquilo que acredito serem os próximos passos. sempre à beira dos desejos, povoada de incertezas, a fazer dos tropeços meu compasso. tentando acertar o ritmo, cadenciar o tilintar do relógio de pulso com o pulsar ansioso do peito. nada parece funcionar direito. cansada de me reinventar, de me reconstruir, de questionar o que é que há lá no fundo de mim. exaurida dessa busca | dentro, entre, sobre,  através, em meio, beira, fundo, fora, sob | por algo que me defina, acalme e me resgate dessa procura sem fim. assustada que o tempo passe tão depressa e as minhas conquistas demorem tanto a chegar. agoniada que depois de entender um bocado, tão pouca coisa pareça haver, enfim, mudado. entre tanto enquanto, lentidão que dói. e cá persiste sempre a mesma dúvida: será que na vida a gente se encontra... ou se constrói?   


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