9 de novembro de 2012

deu coceira na existência, doutor. não, eu não esperava... mas foi um repente dos bons, sabe? começou no miudinho, formigando bem de leve aqui nesse canto esquecido da alma. bem aqui, tá vendo? isso, doutor, justo na parte mais remendadinha do meu ser quebrado. mas aí foi me tomando de quina, aos pouquinhos, estilhaço por estilhaço, parecendo querer traçar, na marra, um caminho qualquer por onde eu pudesse escoar esse amontoado de sorrisos desendereçados. pois então, doutor, foi isso. afinal, eu descobri que é na fragilidade das minhas gentes mais queridas que eu também me reconheço gente. e que é sempre na cumplicidade das guardas baixas que eu arranjo um jeitinho de tirar todo o mofo do meu bem querer engavetado.

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