22 de agosto de 2012


estudar todas essas coisas tem sido inesperadamente complicado, por um motivo tolo: é que me dá saudade. a cada vez que um novo pensamento salta dos livros a me dar palpitações, instintivamente corro os olhos ao redor, ofegante, em busca do menino que costumava estar por perto e amava compartilhar idéias. mas ele não está mais ali nem em lugar nenhum ao meu alcance e é preciso enfrentar essa ausência; mais uma vez. e nem se trata de saudade do amor perdido, sabe, mas sim daquela cumplicidade em relação a alguns temas bem específicos, que ainda não consegui encontrar numa outra pessoa.

tenho aprendido uma porção de coisas com muita urgência de troca, e isso é algo que até hoje eu só soube fazer com aquele (único) moço (único). então, a cada vez que me acontece de aprender algo muito bonito, eu sinto chacoalhar em meu peito um vazio que já nem pensava existir. é assim que, vez ou outra, me flagro um bocadinho mais só do que a constante presença de amigos normalmente me deixa supor.
 

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